sábado, 25 de março de 2017

Formação de Carteira - Novas análises

No post "Minha carteira. Como escolhi minhas ações?" realizei comentários acerca de alguns ativos iniciais que, na época, compunham minha carteira.

Eram eles:
  • ABEV3
  • EZTC3
  • GRND3
  • HGTX3
  • MDIA3
Após a análise do fechamento de 2016, essas continuam na carteira.

Daquele período até o mês atual, passei analisando outras empresas nos mais diversos segmentos, afastei algumas que não me interessaram (embora sejam empresas relativamente interessantes).

OBJETIVO

 

Assim, consegui concluir a escolha de minhas ações, cuja carteira será formada, por enquanto, por 12 ativos, na seguinte composição-objetivo:


A ideia foi escolher empresas que eu gostei dos balanços apresentados dos últimos anos, com perspectiva de redução/ausência de dívida; margens interessantes, lucros consistentes; receita consistente e de segmentos variados. Com o tempo, vou readequando esse percentual, ainda decidindo se devo equiparar os percentuais ou permanecer da forma como disposta.

Estou pendente em duas análises para ver se devo ou não incluir nessa carteira também, o que elevaria para 14 ativos, no caso, seria a HYPE3 e ARRZ3, por enquanto seguem na condição de "em estudo". (Caso for fazer, penso em reduzir as empresas com participação teórica de 12% e 10% para 8%, a diferença aportar nessas duas).

Levei em consideração, conforme já explicitado no primeiro post da análise da minha linha de raciocínio, alguns elementos subjetivos, pois quero ser sócio de empresas que tenham produtos que eu utilizaria no dia a dia.


Por exemplo, a empresa TOTS3, embora tenha tido aumento da receita nos últimos anos, um caixa e dívida equilibrado, principalmente frente ao EBITDA e um lucro consistente, eu não gosto da margem pequena para a empresa do setor e, especialmente, eu não gosto da empresa TOTVS, simples assim.


Tive contato com alguns sistemas e equipes de representantes da empresa no dia a dia (até porque sou usuário de alguns sistemas/equipamentos no fast food) e não gosto do atendimento, não gosto do sistema, não gosto do descaso.


Portanto, os números são agradáveis, mas por questões puramente subjetivas e sensoriais não quero ser sócio dessa empresa, se ela valorizar, sorte de quem comprou, nem vou olhar mais.

SEGMENTOS

As ações foram cuidadosamente escolhidas dentro dos meus critérios de modo a abranger diversos segmentos, tornando a carteira, ao menos na teoria, imune a problemas específicos, pois se um segmento vai mal, o outro seguraria as pontas e vice e versa, além de pulverizar melhor os riscos:



EMPRESAS

Segue algumas considerações rápidas do porquê da escolha de referidas empresas (continuando a numeração da postagem anterior):

6) CIEL3

Inicialmente, foi escolhida de modo subjetivo. Das experiências no mercado em si com as máquinas de cartão, em conversas com amigos etc, a Cielo de disparada é a melhor.

Das empresas que li e pesquisei, é a que possui melhor pacote tecnológico, possui investimentos em inovações e pesquisas para novas ideias e soluções, além de que o mercado de pagamentos ainda tem muito para crescer.

Em 2016 fechou com um resultado bruto superior aos demais anos, lucro líquido de 4 bilhões, margem de 34%, um caixa de 2,6 bilhões e reduziu a dívida líquida (caixa líquido) de 12 para 8 bilhões. A dívida ainda é alta, em decorrência da série de aquisições e investimentos em equipamentos para formação da base instalada, cujo retorno só se dá no longo prazo.




Ela investe bastante em novidades, conforme esse lançamento, um canivete suíço:


A máquina possui catálogo de produtos, cardápio, relatório de vendas, comprovantes, tudo disponível nela. Não cheguei a ver se ela consegue se comunicar com o eSAT para emissão de cupom fiscal, caso positivo, será um matador de diversos softwares, senão ainda permanecerá a necessidade de comunicação com um ERP tradicional, mas enfim.

É uma inovação bem legal e facilitará demais para diversas empresas pequenas do segmento, que poderá ter sua loja sem a necessidade de um computador por exemplo ou para aqueles vendedores autônomos / pequeno comércio de porta em porta. Tecnologicamente, adorei a novidade.

Uma churrascaria, por exemplo, não precisa mais de computador e aluguel de sistemas informatizados! Basta utilizar a própria máquina para calcular o preço do rodízio, os 10%, gerar a conta, fechamento parcial da conta, o pagamento do cliente, comprovantes digitais enviados direto no email!
E ela roda APPs ainda, ou seja, o estabelecimento poderia personalizar e instalar diversos outros aplicativos específicos para o seu segmento.

Esse ano serão apenas 50 mil unidades nas ruas, a meta para os próximos 5 anos são 1 milhão de máquinas. Mais do que "máquina de pagamento", acredito que a CIELO criou um mercado totalmente novo aqui, com inúmeras possibilidades.


7) EGIE3

Queria uma empresa do setor energético, pois é um segmento que a demanda sempre vai existir. Procurei no segmento elétrico as empresas listadas e analisando os números e a que mais me agradou foi a Engie, antiga Tractebel, sendo a maior empresa privada de energia do Brasil.

Sua controladora é um grupo franco-belga que atua desde 1958 no país, e é o maior distribuidor independente de energia do mundo, com atuação em toda a cadeia: exploração / produção / transporte / distribuição e comercialização.

Know how não falta.

Gostei do site da empresa, que mostra todo o parque tecnológico, hidrelétricas, termelétricas, dados de produção do ano, capacidade instalada, em uso etc e ela sobreviveu bem ao golpe do setor energético (Medida Provisória 579/2012).

Levantei que possuem 9 hidrelétricas; 3 termelétricas; 13 termelétricas complementares (biomassa, eólica, PHC, solar); e mais 6 em construção (sendo 5 eólicas e 1 carvão).

Ela está em expansão constante, tendo expandido 89% desde 1998.  Ainda, ela possui contratos com diversas distribuidoras (fazendo com que esteja menos refém das turbulências) e foi pioneira no mercado de Cliente Livre (que permite que determinados consumidores escolham diretamente o fornecedor de energia elétrica), possuindo diversos contratos nesse segmento com venda já realizada para 2017, isso dá mais previsibilidade e garantia do fluxo do caixa.

Distribui semestralmente 55% do líquido. Em 2013, como estava com caixa e sem necessidade de investimentos, distribuiu 100%.

Com o fechamento de 2016, marquei posição:


Patrimônio estável, receita e lucro consistente, margem boa, quase 2 bilhões em caixa, dívida extremamente controlada.

8) FLRY3 e 9) RADL3


A compra dessas duas foi aleatória. Em decorrência dos diversos exames que eu fiz, mais os da minha esposa com o pré-natal, aliado ao fato de que a população brasileira está envelhecendo, sem dúvida alguma os gastos com medicamentos e exames laboratoriais vai aumentar muito.

Dito isso, sai à caça de empresas do segmento de saúde, tanto para exames, como para vendas de medicamentos.

Das empresas de análises clínicas, a dúvida ficou entre a PARD e a FLRY. Mas a primeira, PARD, tem uma picuinha entre os sócios controladores. Não sei a origem da briga, mas perderam um excelente negócio de fusão porque uma irmã não quis assinar o documento de fusão, aquela coisa de "nossa, vocês analisaram tudo sem mim, não assino também".

Fechou 2016 muito bem, com 229 milhões de lucro líquido, margem de quase 11%, receita de 2 bilhões, 400 milhões em caixa e uma dívida de 400 milhões, mas controlada.

O RI dela, pelo que levantei e pude analisar, é espetacular. E a FLRY possui um capital de giro muito robusto, sendo até superior do que o lucro líquido dela. Nos últimos 2 anos ela está pagando as dívidas e não pegou nenhuma dívida nova, trabalhando com recursos próprios. Ponto positivo.

Segue vídeo de testes inovadores na área de oncologia, para curiosidade:



Desses dados, me pareceu uma empresa bem estruturada e focada no crescimento orgânico.

FLRY3


A RADL3 foi mais fácil, queria comprar algo do tipo e sempre vejo as farmácias dela extremamente bem localizadas, com um SSS excelente. Olhei os números, gostei e entrou para a lista.



Apenas a título de curiosidade, essa ação valorizou tanto nos últimos anos que R$ 10.000,00 em RADL3 em 2000, sem qualquer aporte, se transformaram em R$ 12.200.000,00 de reais em 2016.

Investiu 10 mil reais para ter 12 fucking milhões de reais! Uma valorização absurda de 122.280% !!!!

Quero que apenas uma das que eu estou comprando aconteça isso até 2035!!

10) ODPV3

Essa eu comprei porque li que era uma empresa boa, pesquisa vai, pesquisa vem, constatei que os números são ótimos e está investindo pesado nas relações de planos odontológicos corporativos, especialmente para micro e pequenas empresas.


Possui uma rede de 28 mil dentistas espalhados em 2,3 mil municípios, ou seja, presente em aproximadamente 50% das cidades do país.

Outro dado interessante, é que o Brasil possui 280 dentistas por mil habitantes, mas somente  11% da população tem plano dental. Os EUA, possuem 160 dentistas para cada mil habitantes e 60% da população com plano dental. Uma grande possibilidade de crescimento com mudança cultural.

O valor dos planos também são aceitáveis, R$ 400,00 ao ano ou R$ 40,00 por mês. Acho que até eu vou fazer um plano e divulgar para os amigos. Pois gasto bem mais que isso ao ano e ainda ajudo a empresa a ganhar valor com a propaganda boca a boca. Parece interessante.



11) PSSA3



Fui atrás de saber dessa empresa com a renovação do seguro do meu carro. O seguro mais barato que consegui, coincidentemente na Porto Seguro, foi de R$ 4.000,00 com franquia obrigatória de R$ 9.500,00.

Então resolvi analisar o segmento e ver se poderia "ser sócio" dessas empresas.

Das empresas do segmento listadas na bolsa, de seguridade (previdências e seguros) me deparei com poucas. Uma excelente disponível era BB Seguridade e Participações (BBSE), mas não quis comprar por ser do BB, estou tentando distanciar de coisas que tenham relação tão direta com o governo. Mas é uma excelente opção, foi puramente subjetivo.


Outra do segmento que verifiquei é a PARC (PAR Corretora).  Números interessantes, mas nova na Bolsa ainda, então deixei na reserva para nova análise em 2018 ou 2019, se continuar boa e crescendo, pode ser uma futura compra.

A Porto está entre as maiores do país, atua em todas as linhas de seguros, possui serviço de "operadora virtual de telefonia", o itaú é dono de 30% (acredito que isso implique em governança excepcional), possui cartão de crédito, seguro aluguel e agora o serviço de "carro por assinatura".

Você paga um valor por mês fixo e usa o carro no dia a dia. As despesas de IPVA, taxas, documentação, manutenção e seguros é da Porto Seguro. Você fica responsável pelo combustível, e só.
Para mim não é uma opção viável, pois eu acostumei com carros de segmento Premium e uso muito (devo gastar entre 10 a 20 tanques de gasolina por mês).

Mas se eu usasse o carro só para "trabalho, casa, mercado", não pensaria duas vezes... Pois somando o valor da depreciação, manutenção, tributos e seguros, além do valor do próprio veículo em si, acredito que fica mais barato esse plano, não fiz as contas, mas brasileiro precisa do "bem em seu nome", então é esperar para ver o que acontece.

Além disso, li, mas não me recordo onde, que a Porto Seguro já está pensando em novas tecnologias (realização de seguro personalizado, conforme o meio que cada pessoa dirige o veículo usando Big data) e também buscando soluções futuras para os carros autônomos.

Caixa e dívida para esse segmento sempre serão nesse estilo, altos e zerados, posto que recebem o dinheiro primeiro (seguro) e depois gastam (sinistros).

De qualquer forma, o patrimônio, receita e lucro seguem em crescimento.




12) WEGE3

Como mencionado no post anterior sobre minha carteira, não conhecia essa empresa, mas me assustou durante as pesquisas realizadas dada a quantidade de produtos, tecnologia e tamanho da empresa!

Conforme último WEG DAY realizado, uma apresentação para analistas e investidores, ela atua em diversos países (em todos os continentes), desenvolvendo motores, transformadores, distribuidores etc

Para quem tiver curiosidade, vale a pena a leitura da apresentação do WEG DAY 2015, só para conhecer o tamanho dessa empresa!

Na Ásia possui 13 escritórios de venda, 38 distribuidores e 3 fábricas, além de 34 assistências técnica.
Uma delas possui 1000 empregados, produzindo 360 mil motores de baixa voltagem ao ano; outra tem 1500 empregados, com capacidade de produção de 1,5 milhão de motores de baixa voltagem ao ano!

É uma gigante do setor. Confiram o portfolio de apenas um dos continentes em que atua (em outros produz até mais coisas, tais como: tinta, tinta em pó, verniz, disjuntor, fontes, fusíveis etc).



Ainda, os números são ótimos, com Patrimônio sólido, receita e lucro em crescimento/consistentes, margem estáveis, caixa em crescimento e suficiente para pagamento de toda a dívida, se quisesse! Essa empresa me deixou orgulhoso de ser brasileiro, e agora sócio.


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Conforme colocação no início, agora a carteira-objetivo contém 12 empresas, com algumas separadas para estudos futuros.

E, da mesma forma que no primeiro post, adorei pesquisar sobre as empresas e fugir do senso comum de que "bolsa é petrobrás ou vale".

Ressalto, ainda, que o escopo desse post foi a de elucidar qual é a minha linha de raciocínio ao comprar um papel, devendo cada um desenvolver seus próprios métodos e critérios. Sou leigo no assunto e as minhas postagens NÃO devem ser utilizadas como referência para a tomada de decisões. Sugiro que estudem e desenvolvam seus próprios métodos e conclusões.

 Abraços e até a próxima!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Atualização Mensal: Fevereiro 2017: R$ 115.736,32 (+ R$ 16.010,02)

Mais um mês se passou, agora em pleno carnaval e eu trabalhando normalmente, pois detesto essas festividades.

Fevereiro foi peculiar. Meus aportes foram prejudicados, pois:
  • Bati o carro;
  • Meu outro carro quebrou;
  • Três rescisões inesperadas que me custaram mais de R$ 10.000,00;
  • Complicações com o fluxo de caixa de uma empresa, implicando em manutenção com capital pessoal; 
  • Cardiologista.

Pois é meus amigos, foram todos danos materiais que já foram devidamente consertados.

O lado bom é que a mão estava coçando para trocar o carro, agora, como teve que arrumar, vou ficar mais um bom tempo com ele. Em termos de "conforto" e "luxo", possuo o melhor que o mercado tem a oferecer, a troca se daria puramente por vaidade. Felizmente, vou conseguir segurar as pontas e a vontade, afinal, o carro está perfeito, me atende plenamente e com total segurança e conforto.

O que me assustou foi o "cardiologista".

Conforme mencionei em outras postagens, levei/levo um ritmo frenético na ânsia de sair de algum lugar. É certo que tropecei no caminho e fiz um círculo de 360 graus (sai de lugar nenhum e cheguei a lugar algum). Então recomecei do zero em 2017.

Contudo, dada a minha rotina deliciosa de trabalho, chegando algumas vezes a extremos de 22 horas por dia no passado e esse ano ainda mantendo umas turbulências "soníferas", sedentarismo, dormir as 5 da manhã e acordar as 5:30, stress monstruoso, entre outras coisas, a água bateu na bunda.

Tive uma dor no peito descendo para baixo da costela refletindo ao lado direito muito incômoda, era uma dor pulsante que dava falta de ar. Um peso de agonia no peito. Então comecei os exames com o cardiologista. Por enquanto, estou no aguardo dos resultados e, de imediato, já sei que a pressão está nas alturas, provavelmente terei que tomar remédio o resto da vida.

Esse cenário todo fez eu pensar muito nos aspectos da vida, olhei para trás e chorei.
Errei demais, lutei demais, cai muito. Já era para eu estar com a IF batendo na porta. Mas refleti a vida e vou mudar. Esse é um ano de mudanças, até julho organizando a casa e depois mudanças, exercícios, rotina mais leve, valorizar pequenos detalhes.

Embora os aportes foram prejudicados, ainda estou acima da minha meta pessoal de aportar R$ 8.500,00 a R$ 10.000,00 por mês.


APORTES

 

Aportes Renda Fixa: R$ 13.892,34
Aportes Renda Variável: R$ 1.030,00
Aportes totais: R$ 14.922,34
Rendimento: + 0,95%
Fechamento: R$ 115.736,32


Ajustei um valor de R$ 1,70 referente ao mês de janeiro, que havia digitado errado, como o valor é baixo, não teve qualquer significância.


INCREMENTO PASSIVO E DIVIDENDOS

 

Considerando a diferença da evolução patrimonial com o aporte realizado, tive um incremento passivo de R$ 1.087,68! Também recebi um dividendo da ABEV3 de modestos R$ 3,50 😆.




OPERAÇÕES REALIZADAS (COMPRAS BOLSA)

  • 15 EGIE3: R$ 575,68; (papel novo)
  • 23 GRND3: R$ 465,09;

Os valores acima estão com taxas e emolumentos.


COMPOSIÇÃO DOS INVESTIMENTOS (RF e RV):

 

Ignorando a renda fixa, e analisando a carteira de ações isoladamente, nesse mês tivemos uma rentabilidade de 5,54%.

Renda Fixa: R$ 110.269,47
Renda Variável: R$ 5.466,85



CARTEIRA AÇÕES:

 

 

As metas por enquanto estão sendo atingidas.Agora preciso escolher mais 3 papéis para compor minha carteira de ações e depois alavancar os investimentos nessa modalidade, mantendo uma proporção entre os papéis.

Ao menos, conseguimos os 100k! Agora é rumo aos 200k, cada passo dado é um a menos para a nossa caminhada!

Abraços a todos e boa sorte para nós.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Atualização Mensal: Janeiro 2017: R$ 99.726,30 (+ R$ 27.547,38)

Depois de um tempo sem postar dada a correria, segue mais uma atualização mensal.

Esse mês os aportes deram uma caída em relação aos anteriores, mas ainda seguindo forte. Tive gastos demais, entre eles revisões do carro, ipva, iptu e multas de trânsito. Nessa conta, gastei quase R$ 10.000,00, isso porque parcelei os IPVAs (maldito passado da corrida dos ratos, mas faz parte).

Pensei em vender os carros, mas depois de acostumado com o melhor queijo e o melhor vinho, é complicado voltar para a muçarela e o chapinha... Enquanto conseguir ir levando, vou manter o luxo supérfluo para satisfação pessoal.

Acredito que nos meses de fevereiro a maio os aportes seguirão em tendência de queda, ainda mais que para esse mês de fevereiro já vou abrir com uma despesa totalmente inesperada de R$ 6.000,00.

De qualquer forma, a caminhada continua e a jornada é longa. Felizmente a água já bateu na bunda e a vergonha na cara, então os erros do passado não serão mais cometidos.


APORTES

Aportes Renda Fixa: R$ 25.520,43
Aportes Renda Variável: R$ 1.030,00
Aportes totais: R$ 26.550,43
Rendimento: +1,01%
Fechamento: R$ 99.724,60




Considerando a diferença da evolução patrimonial com o aporte realizado, tive um incremento passivo de R$ 996,95!

OPERAÇÕES REALIZADAS (COMPRAS BOLSA)

  • 20 ABEV3: R$ 354,51;
  • 14 GRND3: R$ 270,62;
  • 25 WEGE3: R$ 413,88; (papel novo)

 COMPOSIÇÃO INVESTIMENTOS (RF e RV):


Ignorando a renda fixa, e analisando a carteira de ações isoladamente, nesse mês tivemos uma rentabilidade de 4,08%.
Na renda fixa, a maior foi de um fundo DI, rendendo 1,00%.

Renda Fixa: R$ 95.576,43
Renda Variável: R$ 4.148,17



CARTEIRA AÇÕES:



Pretendia analisar mais empresas para comprar, mas acabei tendo tempo para ler com calma somente algumas, o que me levou a comprar a WEGE3, tendo comprado mais papéis de empresas que eu já tinha.

Vou esperar sair os balanços de 2016, assim já faço uma análise completa do panorama como um todo. Para fevereiro vou tentar comprar mais 2 papéis diferentes e em março finalizo a composição da minha carteira, com 10 empresas.

É isso aí, tempo curto e correria, com poucas postagens.... foi o que consegui fazer.
Abraços e boa sorte para todos!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Free Float e volume

Estive lendo hoje sobre assuntos diversos e me deparei com um artigo especificando as ações que pagariam mais dividendos no exercício de 2017.

É o típico artigo comum em todo início de ano, mencionando quais serão as melhores apostas baseando-se unicamente no rendimento passado.

O artigo elencou 10 ações que serão boas pagadoras de dividendos considerando os seguintes critérios:
  • dividend yeld
  • lucro
Específico quanto ao lucro, apostaram que se a empresa teve nos 9 meses de 2016 (não contemplou último trimestre), no mínimo, 90% do valor registrado em 2015, teriam condições de repetir o feito em 2017 e, consequentemente, ser uma excelente pagadora de dividendos.

Como sou curioso e ainda estou procurando 5 empresas para comprar, resolvi checar as empresas mencionadas para ver se atenderiam meus critérios de eventualmente tornar-me sócio. Uma delas, coincidentemente a primeira colocada no tal ranking, me chamou a atenção após a análise dos dados dos balanços, posto que, a princípio, parecia uma empresa interessante para se comprar e virar sócio, a Comgás (CGAS).

Tocante a essa empresa, o artigo trouxe os seguintes dados:

Desempenho da CGAS5 (Comgás)
Dividend Yield 25,75%
Aumento do lucro líquido entre 2015 e 2016 109,80%
Desempenho da ação em 2016 57,88%


Conforme fiz em postagem anterior, segue os dados coletados:


 Observamos:
  • Patrimônio: em evolução, com pequena queda em 2016 (mas ainda não fechou exercício);
  • Receita: consistente e em crescimento;
  • Lucro: em evolução;
  • Margem: boa, e em crescimento;
  • Caixa/dívida: empresa se alavancou e aparentemente está se estruturando, aumentou consideravelmente a margem (3 vezes em cinco anos) e indica que vai reduzir o seu endividamento
Para melhor visualização dos números:

De posse dessas informações, parecia uma empresa interessante. Pois está aumentando seu lucro, na mesma medida que alavanca o caixa, indicando que irá reduzir as dívidas e começar um crescimento.

Esse cenário faria com que ela entrasse na minha lista de futuras compras (aguardaria, então, o balanço final de 2016 para verificar a situação da dívida).

Contudo, aprofundando as análise me deparei com um baixo free float, o que afastou totalmente meu interesse em ser sócio dessa empresa, pois esse é mais um dos critério que eu considero como importante nas minhas escolhas, além do peso das outras variáveis e de uma análise extremamente subjetiva.

A CGAS possui tão somente 2,14% de suas ações ordinárias disponíveis na bolsa, conforme informação retirada do site da Bovespa:



Sendo assim, o que é o free float?


Pesquisando em um grande site do saber na wikipedia, vemos um conceito simples de free float como:
"as ações que se encontram em circulação, excluindo-se aquelas pertencentes aos controladores e aquelas mantidas na tesouraria da companhia."

É, portanto, o percentual de ações que está disponível para negociação na bolsa.

Meu raciocínio é que se a empresa abriu capital, ela deseja investidores para captação de recursos e, portanto, deve sempre prestar contas da melhor maneira possível, ser bem estruturada e possuir boa relação para com seus investidores, especialmente os minoritários. Isso indica a boa governança da empresa.

Por outro lado, se a empresa possui poucas ações disponíveis para compra pelos pequenos investidores, ela pode ignorar totalmente a boa governança, pois está, na minha humilde opinião, mandando um "foda-se" para esses reles mortais.

Esse investidor fica totalmente isolado, sem garantias e especialmente, alheio à baixa liquidez que o papel terá, pois, existindo poucas ações disponíveis, o volume de negociações tende a ser enxuto.

O principal propósito do free float é aumentar a liquidez das ações, ou seja, aumentar a facilidade para converter tais ações em dinheiro, negociando-as em bolsa de valores.

Em um cenário de piora dos números das empresas, praticando o B&H consciente, com análise dos balanços de tempos em tempos, logicamente, eu, como investidor, venderia minha posição, realizando o capital e alocando-o em outra empresa que esteja sólida, seguindo meus critérios.

Com um free float baixo, isto é, com eventual baixa liquidez, eu não conseguiria sair da minha posição e meu capital iria derreter. Sem falar na facilidade de trocar o controle da empresa sem qualquer influência "do mercado", ferrando, aqui, inclusive os acionistas preferenciais.

A título ilustrativo dessa baixa liquidez, no último pregão ela teve somente 20 negócios, com volume de ações negociadas da ordem de 4300 (dados da br.advfn.com):

Destaque no volume de negócios

Apenas a título comparativo do volume, vejamos o número de negócios de outros papéis nesse mesmo pregão:
  • ABEV3 (18.978);
  • PETR4 (28.712);
  • MDIA3 (910);
  • CIEL3 (10.285);

Observem no gráfico do Home Broker a comparação do volume indicando a baixa liquidez. Um deles é da ABEV3 e o outro da CGAS3.






Nem mesmo preciso mencionar qual imagem é da ABEV e qual é da CGAS, certo?
 
Uma pena, pois pelo que li, essa empresa possui uma boa governança e pelos números, aparentemente, está caminhando para um equilíbrio e bons resultados. Mas, com o baixo free float, não me sinto confortável para me tornar "sócio", mesmo que seja uma das maiores pagadoras de dividendos.

Isso, em hipótese alguma, significa que a empresa é ruim. É, conforme já mencionei, uma mera constatação subjetiva.

Esse post serviu para complementar minha visão subjetiva e demonstrar que além dos bons números, a empresa também tem que "desejar" ter sócios minoritários e que, dependendo da estratégia de cada investidor, é necessário se atentar à liquidez da empresa, pois de nada adiantaria se tornar milionário e não ter como "realizar" o seu investimento ou ficar percebendo os dividendos sem garantia alguma de se retirar da sociedade em caso de piora dos números.

Afinal, mesmo que a longo prazo, conforme sempre lecionado pelo colega Uó, lucro bom é no bolso, não no Home Broker.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Minha carteira. Como escolhi minhas ações?

Boa noite e feliz 2017 para todos, espero que nesse ano consigamos permanecer no caminho de aportes consistentes.

Abaixo vou demonstrar a minha carteira atual de ações e algumas que tenho na lista. Atualmente, possuo 5 empresas, mas desejo ter 10 papéis, pois acredito ser uma quantidade suficiente para acompanhar de forma a não onerar muito o meu tempo.

A inspiração para essa postagem saiu em uma troca de comentários com o colega Paciência Financeira, do blog: https://pacienciafinanceira.blogspot.com.br/

Antes de tudo, esclareço que não sou analista e não tenho qualquer formação ou certificação na área. Tudo que mencionarei abaixo é, exclusivamente, a minha linha de raciocínio baseada puramente em dados extraído dos balanços das empresas, além de conceitos puramente subjetivos.

Essa postagem, e outras que eu farei, não deve ter nenhuma influência nas decisões tomadas por qualquer leitor, não devendo ser interpretada como recomendação ou dica para venda, manutenção ou compra. É, conforme supramencionado, meramente a exteriorização do meu raciocínio.

Para as suas decisões, estude e tire suas próprias conclusões ou contrate um profissional do ramo (ou o gerente do seu banco).

Conforme já mencionei em outra postagem, minha estratégia é o B&H consciente, ou seja, vou comprar pensando em virar sócio, mas a cada balanço anual farei uma pequena análise para ver se mantenho ou vendo.

Eu criei uma planilha no excel em que vou anotando os números dos balanços, depois anualmente atualizo e tiro minhas próprias conclusões. Como referência, deixo o vídeo explicativo do Bastter "Uma Forma Fácil de Analisar Balanços para Comprar Ações", acho esse vídeo bem legal e já perdi a conta do número de vezes que assisti:





COMPOSIÇÃO ATUAL


Quando eu for comprar algum papel eu esqueço a cotação, simplesmente pego e compro e nem olho o preço, lanço as ordens no valor do mercado. Tomei essa decisão quando vi um vídeo calculando as hipóteses de comprar ações sempre na baixa | sempre na alta | em dias variados do mês a qualquer valor. O vídeo em si, pelo que me lembro, era para compra de Fundos (FII), mas serve ao mesmo propósito.

A conclusão da simulação feita foi de que, no longo prazo, a variação entre comprar sempre no topo ou sempre no fundo foi irrelevante para o bolo todo. 

Então eu compro o papel para ser sócio e esqueço a cotação. Se cair e a empresa continuar boa nas minhas análises, eu comprarei mais e aumentarei minha participação.

Os dados abaixo, por motivos óbvios, não estão atualizados com o último trimestre de 2016. 

1) ABEV3

 

Comprei ABEV3 porque é uma empresa que já li muito a respeito, possui uma capacidade incrível de se reinventar, possui uma startup criada dentro dela mesmo (não lembro o nome, mas li a respeito) que está trabalhando arduamente para criar inovações tecnológicas (app de distribuidora de cerveja, app de delivery de cervejas etc).
É uma empresa que possui um programa de Trainee bem forte (vejo muitos jovens no dia a dia comentando sobre o assunto).
Pelo tamanho e pela gestão, acredito que terá capacidade de se reinventar frente as mudanças de hábitos do brasileiro (reduzindo a quantidade de cerveja e trocando por cervejas de melhor qualidade).
 
Ironicamente, nunca bebi álcool na minha vida, então não sei falar sobre a qualidade dos produtos.

Além de tudo, é uma empresa que considero interessante, pois é uma forma indireta de "vender água".

O guru de Wall Street, Michael Burry (para quem não conhece, foi o gênio que percebeu a quebra do mercado imobiliário americano anos antes de quebrar. Foi tachado de louco e idiota por apostar contra o mercado... nem preciso comentar que acertou e lucrou horrores).  Para saber mais sobre ele, assistam o filme: A Grande Aposta.
Atualmente, ele está aportando o seu capital em "água" e nas suas explicações diz que a forma mais barata de transportar água de uma região para outra é por meio de bebidas e alimentos. Então tem focado seu capital nessa modalidade.

Achei que faz sentido. Principalmente que essa semana começou a briga entre grandes empresas para aquisição do aquífero guarani e muitos dos players do mercado do ramo são donos de propriedades rurais com nascentes ou de reservas de água.

Dados compilados:


Observamos:
  • Patrimônio: em evolução;
  • Receita: consistente e em crescimento;
  • Lucro: em evolução;
  • Margem: boa, embora caindo um pouco ano a ano;
  • Caixa: elevado;
  • Caixa líquido (caixa - dívida): positivo e quase suficiente para pagar a dívida inteira;
  • Dívida: bem controlada frente ao caixa e lucro. Em comparação ao patrimônio, nem dívida tem;
Para melhor visualização dos números:
 
Comprei considerando que estamos num país tropical e muita gente bebe cerveja. Os fundamentos são bons. Eu gosto da gestão e da marca.


2) EZTC3

 

Sinceramente, nem conhecia essa empresa. Comprei porque pesquisei construção civil no subsetor da Bolsa e das empresas que estavam lá, essa foi a que mais me identifiquei.
Olhei o site, gostei do marketing, gostei dos produtos, dos prédios, a gestão, a forma de trabalho, então parti para analisar os números dela. 

O que mais gostei, foi que das empresas pesquisadas, dentro da construção civil, essa é a que está melhor posicionada, isto é, menos dependente dos programas de governo e com projeto de lançar menos empreendimentos, mas construí-los de forma mais estruturada. Assim, ela ergue os prédios e foca em vender os apartamentos, dessa forma fica menos dependente de empréstimos para custear suas obras, pois prioriza "construir e vender" do que "pegar empréstimos, lançar um monte de prédio e ficar tudo encalhado".

Dados compilados:


Observamos:
  • Patrimônio: em evolução;
  • Receita: consistente, mas em 2014 em diante começou a cair. Provavelmente em decorrência da crise que afetou toda a construção civil;
  • Lucro: consistente;
  • Margem: elevada e estável;
  • Caixa: A empresa possui caixa e focou fazer reservas;
  • Caixa líquido (caixa - dívida): Veio em queda de 2012, mas no momento da crise focou em pagar as dívidas e aumentar o caixa em 2015 e 2016;
  • Dívida: Controlada, possui caixa suficiente para quitar e patrimônio elevado para garantir.
Para melhor visualização dos números:
 


 3) GRND3

 

A escolha foi da esposa. Perguntei se ela gostava de alguns produtos da Grendene, se conhecia no shopping, o que achava das lojas, entre outras coisas. Com as respostas positivas acerca da qualidade e das lojas, fui analisar os números, o site,  e acabei comprando.

Gostei que possui diversas marcas por trás, como grendene kids, ipanema, melissa, rider (quando era criança o chinelo dava chulé, hoje não sei kkkk).
Além de produtos licenciados para marcas de apelo como Disney, Ben 10, Barbie, Galinha Pintadinha, Hello Kitty, entre outros.
É uma empresa conservadora em seus investimentos, atua sempre pisando em ovos, achei muito bem estruturada, com lucro consistente e boa geração de caixa com dívida equilibrada.

Dados compilados:


Observamos:
  • Patrimônio: em crescimento;
  • Receita: consistente;
  • Lucro: aumentando, mesmo na crise;
  • Margem: margem legal e com aumento ainda;
  • Caixa: A empresa possui caixa forte;
  • Dívida: Nem considero como dívida frente ao caixa e patrimônio.
Para melhor visualização dos números:


Acredito que boa parte do lucro deve ser oriundo de aplicações financeiras (1,2 bilhão em caixa!) e não de vendas em si, mas não estou nem aí para isso. A empresa possui um caixa monstruoso e para mim pouco importa se o lucro veio de rendimentos financeiros ou se veio de vendas dos seus produtos.
Se amanhã ou depois determinado fator não me agradar mais, eu simplesmente vendo minha posição.

4) HGTX3

 

Comprei Hering puramente por questão sensorial. Sempre que entro numa loja deles me sinto bem, então comecei a analisar os números e sites e gostei do que vi.

A empresa no passado quase chegou a quebrar, com dívidas igualando ao patrimônio e de 2010 em diante traçou um plano de recuperação, um maravilhoso turnaround.

Quem apostou na época deve ter se dado bem kkkkkkk

O principal dado que aprendi sobre varejo é o SSS (Same-Store Sales):
As Same store sales são as vendas realizadas por um retalhista na mesma base de lojas de um período anterior (geralmente, o ano anterior). Portanto, estas vendas ignoram o efeito da abertura e fecho de lojas nas vendas gerais da empresa
 Em resumo, é o número de vendas feitas dentro da mesma loja. Algo como: fui esse mês na Hering e comprei uma camisa. Mês que vem eu volto na mesma loja e compro outro produto. Foi um "same store sales" positivo. Comprei, gostei e voltei na mesma loja.

O problema da Hering é que o SSS vem negativo faz tempo. Pelo que li, o pessoal compra, mas depois prefere ir em outras marcas como Renner  (deve ser por causa do crediário).

De qualquer forma, do material que eu analisei da Relação de Investidores da Hering, é mencionado um SSS positivo para o fim de 2016, com ações de 2017 totalmente voltada para esse ponto.
Aliás, gostei bastante do material, achei bem explicativo, com diversos dados e de extrema facilidade para ler e compreender, realmente voltado para o investidor leigo:


- Áudio: hering.riweb.com.br/Download.aspx?Arquivo=bPdDWn2dvgxJjlhWT7DkAw==

- PDF: hering.riweb.com.br/Download.aspx?Arquivo=/hvUQvhmJpTSht4lOsHQ8w==

Então estou acreditando na empresa, ainda mais com o histórico de boa gestão. Acredito que com isso conseguirá aumentar o SSS e recuperar as margens.

Outro dado interessante, é que a própria companhia financiou as reformas das lojas da rede de franqueados.

Dados compilados:


Observamos:
  • Patrimônio: evolução;
  • Receita: aumento e consistência;
  • Lucro: consistente;
  • Margem: margem interessante, mas em queda no gráfico;
  • Caixa: Em crescimento;
  • Dívida: Sem comentários. A empresa saiu de um patamar de 2006 a 2010 com dívida quase igual ao patrimônio (indo para falência) para uma empresa sem dívidas. Para mim, isso demonstra uma grande gestão.
Para melhor visualização dos números:

5) MDIA3

 

Outra que eu também não conhecia. Descobri a Moinho Dias Branco fuçando no setor de alimentação da bolsa. 
É uma empresa fundada em 1936, com diversas unidades próprias (http://mdiasbranco.com.br/unidades/), com fabricação de diversas massas (macarrão, lasanhas etc), biscoito ou bolacha, torradas, margarinas, tortinhas, cookies entre outras. Está em expansão e ganhando market share.

Após ver o site perguntei para minha mãe, tias, conhecidos: "tal marca de macarrão presta?". Ao ter uma resposta afirmativa, foi o primeiro sinal de "opa, vou ver se compro essa empresa".

Há quem diga que o valor da ação está muito alto e etc. Realmente, analisando as cotações, verifica-se que disparou. Acredito que deve ser em decorrência do aumento da demanda. Como eu estou (cagando e andando para a cotação) comprando pensando em ser sócio, para mim tanto faz o valor da cotação.

Engraçado que após ter virado acionista, quando vou ao supermercado procuro os produtos da Moinho Dias para comprar. Algo como "se sou dono dessa porra, vou consumir os meus produtos" kkkkkkkkkk

O que mais me chamou a atenção dessa empresa é que 94% da farinha que usam é de produção própria (3T16; no 3T15 era 83%), 90% da gordura vegetal também! Isso permitiu a ela ter uma grande competitividade durante a crise.
Pelo que li, ano que vem inaugura um novo moinho no Rio Grande do Sul (com isso, 100% da farinha será de produção própria).

Vejam outros dados curiosos:
  1. Fábrica Fortaleza - É a maior unidade industrial de biscoitos e massas alimentícias da América Latina com uma área total de 600.000 m², sendo 120.000 m² de área construída. É responsavel pela produção das marcas Fortaleza e Richester. 
  2.  Moinho Dias Branco - É o moinho com maior capacidade de armazenagem de grãos do Brasil, sediado no Estado do Ceará.
  3.  Grande Moinho Aratu - Está instalado em um terreno de 344.000 m², contendo um complexo com porto privativo e capaz de moer e industrializar o trigo produzindo as diversas marcas do grupo. Inclui uma fábrica de massas e biscoitos. Está situado no Estado da Bahia;
Dados compilados:


Observamos:
  • Patrimônio: Praticamente dobrou em 5 anos;
  • Receita: aumento e consistência;
  • Lucro: sempre em crescimento;
  • Margem: margem boa;
  • Caixa: Aumento de 15 vezes entre 2010 e 2016;
  • Dívida: Extremamente controlada frente ao caixa e frente ao incremento patrimonial.
Para melhor visualização dos números:




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Assim, nas minhas aquisições, como sou leigo no assunto, pesquisei cuidadosamente sobre as empresas, pensando inicialmente como "eu compraria esse produto?", "eu seria um consumidor assíduo dessa marca?".

Sendo a resposta afirmativa, perguntei a conhecidos o que achavam de tal marca ou produto, da qualidade etc e depois passei a ver os sites, a relação com investidores e os balanços das empresas.

Desta forma, estou conhecendo as empresas listadas na bolsa e aprendendo um pouco sobre cada uma, escolhendo quais eu quero ou não virar sócio.

As acima eu já comprei e vou continuar comprando. Agora preciso escolher mais 5 empresas. Já analisei as seguintes (cujas impressões eu vou postar futuramente, mas adianto que as em vermelho são as que eu não gostei, seja por números ou por impressões extremamente subjetivas e descartei das minhas futuras compras até a divulgação do próximo balanço): ARRZ3, CIEL3, WEGE3, BTOW3,CCRO3, TOTS3.

Ainda estou na dúvida se devo comprar alguma dessas 3 acima. Mas até o meu próximo aporte eu decido por pelo menos uma delas.

Gostei muito de conhecer as empresas, pois sempre que se ouvia/lia sobre bolsa na imprensa sempre vinha na cabeça "vale" e "petrobrás". Assustei com o tamanho de algumas, que sequer sonhava que existiam, como a MDIA3 ou a quantidade de produtos e tecnologia existentes em outras, como a WEGE3.

A ideia desse post foi a de elucidar qual é a minha linha de raciocínio ao comprar um papel, devendo cada um desenvolver seus próprios métodos e critérios.

Vou continuar estudando as empresas e aprendendo cada vez mais sobre o assunto, pois, conforme já mencionei e repiso novamente, sou leigo no assunto e as minhas postagens NÃO devem ser utilizadas como referência para a tomada de decisões. Sugiro que estudem e desenvolvam seus próprios métodos e conclusões.

Abraços e até a próxima!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Atualização Mensal: Dezembro 2016: R$ 72.177,22 (+0,93%)

Olá, mensalmente vou postar minhas movimentações e pretendo intercalar os posts com explicações acerca das escolhas feitas.

Para o exercício de 2016, segue um resumo abaixo, já com o respectivo encerramento. Estou utilizando as planilhas muito bem elaboradas e de extrema valia do colega Além da Poupança.

Específico às ações, eu estou anotando junto com o aporte os custos da corretagem, como são valores pequenos, estão influenciando negativamente no rendimento, mas em longo prazo isso será diluído e não dará muita diferença.

FECHAMENTO NOVEMBRO/DEZEMBRO/2016

O fechamento do mês de novembro:

Aportes Renda Fixa: R$ 37.784,94
Aportes Renda Variável: R$ 1.000,00
Rendimento: -0,08%
Fechamento: R$ 38.754,40

O fechamento do mês de dezembro:

Aportes Renda Fixa: R$ 30.730,72
Aportes Renda Variável: R$ 2.030,00
Rendimento: 0,93%
Fechamento: R$ 72.177,22

OPERAÇÕES REALIZADAS (COMPRAS)

  • 50 ABEV3: R$ 870,37;
  • 33 EZTC3: R$ 517,04;
  • 30 GRND3: R$ 511,15;
  • 33 HGTX3: R$ 513,41;
  • 5 MDIA3: R$ 599,78;

Atualmente estou fazendo análises de diversas empresas, quero ter no máximo 10 na carteira para facilitar o gerenciamento e não tomar muito tempo.

Ainda não consegui decidir as próximas aquisições.


A estratégia será o B&H consciente, ou seja, vou comprar pensando em virar sócio, mas a cada balanço trimestral farei uma pequena análise para ver se mantenho ou vendo.

PROVENTOS LÍQUIDOS PERCEBIDOS

  • JSCP ABEV3: R$ 9,35
Foi meu primeiro provento oriundo da renda variável. Embora o valor seja simbólico, achei muito gratificante ter visto o montante pingando na conta da corretora.

 COMPOSIÇÃO INVESTIMENTOS (RF e RV):




CARTEIRA AÇÕES:




A ideia agora é manter uma postagem por mês, intercalando com algumas explicações do meu raciocínio nas análises de empresas em detrimento de outras.

Abraços e vamos que vamos.

Apresentação

Boa noite!

Iniciando na blogosfera, acompanhei os blogs de diversos companheiros ao longo dos anos e sempre tive vontade de iniciar um próprio, mas nunca o fiz por diversos motivos.

Esse ano, em especial, estou iniciando esse blog que terá "caráter duplo". Duplo pois pretendo narrar duas investidas simultâneas. Uma, nos meus investimentos pessoais focado por enquanto na renda fixa (ou perda fixa né) e outra, nos investimentos do meu filho ou filha que irá nascer em 8 meses, na renda variável.
Essa pessoa, portanto, é o investidor precoce e futuro proprietário do blog.

Apenas abrindo um adendo, tenho 30 anos, sou casado, empresário, advogado, programador e maluco. Sai do zero e estou tentando construir algo, levado por loucuras e arriscando demais no dia a dia. Minha rotina é pesada, acordo cedo e durmo de madrugada e vários dias do ano não durmo.


Dos 23 aos 28 anos levei um ritmo de trabalho de 18 a 20 horas diárias, inclusive finais de semana e feriados. Isso permitiu alavancar minha vida. Obviamente, sacrifiquei muitas coisas e, uma delas, foi minha saúde, dormi durante todos esses anos 1 a 2 horas por dia. Chegava ao extremo de quase desmaiar de sono. Valeu a pena? Sim.

Vim do zero, de família simples e com dinheiro contado no mês. Levei esse ritmo pesado com o intuito de alavancar a família, pois cada semana de trabalho minha naquela época pesada (132 horas semanais) equivalia a 3 semanas de um trabalhador "normal" (44 horas semanais). Assim, pode-se dizer que em 6 anos eu trabalhei e produzi equivalente a 18 anos de uma pessoa normal.

Depois dos 28 anos não consigo mais levar esse ritmo, acredito que a idade e os sacrifícios ao longos dos anos começaram a pesar.
Nesse período de labuta constante não consegui juntar muito em termos financeiros, pois, realmente, tive que auxiliar e alavancar diversas pessoas (apoio em despesas domésticas, compra de imóvel, apoio a parentes necessitados, realizei o sonho do meu pai de tirar um carro zero, entre outras coisas pequenas e simbólicas) e acabei entrando na corrida dos ratos.
Na minha ânsia e vontade de crescer e ter as coisas, comprei imóveis, terrenos, carro de luxo com custo na casa dos 6 dígitos, todos os equipamentos de tecnologia que o dinheiro permitiu etc

Apoiei e continuarei apoiando toda a família financeiramente, realizei sonhos pessoais e "comprei" muita dor de cabeça. Na ganância, sai adquirindo imóveis que considero como lixo, tais como terrenos (capital parado). Começou a ficar custoso manter tudo (IPTU, manutenção...). Perdi muita coisa em investimentos de altíssimos riscos. Adquiri em grupo construções em caráter associativo (perdemos quase tudo).

Resumindo a ópera, 2016 foi meu último ano de ganhar e perder.

Atualmente, mantenho minhas operações e fixei metas para sair da corrida dos ratos e deixar de ser escravo.

Tracei uma linha e decidi recomeçar. Não fazia sentido investir tendo vários financiamentos paralelos e trabalhar para pagar banco, então em 2016 eu quitei tudo.

Meu único pesar no meio do caminho, é que fiz uma loucura e comprei um restaurante fast food em 2016, o qual já decidi vender, pois o tempo que dedico ali, posso começar a viver um pouco e rentabilizar outras operações que possuo muito mais lucrativa. O retorno financeiro, no meu caso, não compensa, pois não quero ser escravo do dinheiro, já passei a fase de ganância e de guardar dinheiro pelo dinheiro.


Fechando o adendo, conforme mencionei, o blog terá caráter duplo, pois além dos meus investimentos, descobri recentemente que serei papai.  Minha esposa está grávida de 12 semanas e aportarei, inicialmente, R$ 1.000,00 em ações para meu filho(a), daí o nome do blog de "investidor precoce".

Esse blog, portanto, é um presente ao meu futuro filho ou filha que irá nascer depois do meio do ano de 2017. Pretendo manter esse blog (se eu ficar vivo até lá) durante 18 anos, momento o qual revelarei aos meus sucessores a existência para que possamos dar continuidade de forma conjunta.

As metas, nesse ponto e que posso adequar, são:

  • A) Para 2017:
    • Vender o restaurante no primeiro semestre. Caso não consiga interessados, pretendo dar para alguém ou algum funcionário, assim estaria ajudando outra pessoa. Perderia, aqui, aproximadamente 500 mil reais (esse dinheiro eu já joguei a fundo perdido, logo, mesmo que eu venda, não entrará na conta financeira aqui do blog);
  •  B) Longo prazo:
    • Juntar 1 milhão de reais para presentear apoiar o filho ou filha em seu aniversário de 18 anos e alavancar o seu início profissional;
    • Juntar 1 milhão de reais como fundo de aposentadoria em 60 a 72 meses, esquecer que esse dinheiro existe e recomeçar os aportes do zero.

A comunidade de investidores, para mim, é essencial para me manter focado e nos trilhos.

Não vou abrir mão de alguns prazeres da vida e nem de algumas aquisições supérfluas no futuro (o projeto em 2018 é comprar algum outro veículo de luxo SEM impactar meus aportes).


Pretendo manter uma postagem mensal, explicando de forma breve os investimentos realizados e apresentando o balanço da carteira de ações.

E começamos a brincadeira e agradeço a todos que, mesmo sem saber, sempre foram referência de perseverança e batalha.

Amanhã postarei o fechamento de dezembro/2016 e a separação de contas minha e do futuro herdeiro.